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28/01/2015
Sujeira no ar-condicionado do carro prejudica a saúde e custa caro
 


Em dias quentes e chuvas torrenciais se torna necessário o uso do ar-condicionado do carro. Apesar de parecer simples resolver os inconvenientes do calor com um botão, se o sistema não for cuidado da maneira correta, o arzinho refrescante pode virar um problema para a saúde. Isso porque a falta de revisões periódicas acarreta no acúmulo de bactérias e fungos e, para limpar tudo, o prejuízo pode passar de R$ 1 mil.

O primeiro componente e o mais fácil de ser trocado é o filtro de ar ou filtro de pólen. Ele é o responsável por segurar a sujeira e proteger o sistema, no entanto, para isso, deve ser trocado, de preferência, a cada revisão. Não existe uma quilometragem exata para a substituição. Vai depender do estado do filtro, ou seja, do quanto ele foi exposto à sujeira.

Os primeiros sinais de que o filtro está muito sujo são o cheiro de mofo e a dificuldade de ventilação, quando é necessário colocar o ar em velocidades maiores. Há dois tipos de filtros que podem ser utilizados no carro, mas isto vai de acordo com a opção da montadora. Um é branco, chamado filtro de partícula. O outro é de carvão ativado, o mesmo usado nas velas de filtro de água. A função é igual para ambos: limpar o ar que vai entrar no habitáculo, mas o de carvão tem maior capacidade de filtrar gases e odores.

No entanto, nem todos os carros têm filtro de ar, embora eles existam desde 1987 e foram desenvolvidos na Europa para proteger os ocupantes alérgicos a pólen. É preciso checar no manual do carro ou mesmo na central de atendimento ao cliente da montadora sobre a existência da peça. Até mesmo para se proteger de cobranças de serviços de algo que nem existe no veículo.

Como a caixa do sistema de ar-condicionado é lacrada, apenas uma loja especializada conseguiria fazer uma adaptação para a colocação do filtro. No entanto, o procedimento é caro e pode comprometer partes do veículo por se tratar de uma gambiarra.

Nos carros com filtro, na troca periódica, é recomendado também que se faça a higienização do sistema. Ela é feita por um produto em spray que mata fungos e bactérias acumulados na tubulação, já que o filtro não barra 100% da sujeira.

A troca do filtro mais a higienização custa entre R$ 30 e R$ 60 na maioria dos casos. Porém, alguns carros têm um sistema mais complexo e exigem mais tempo de mão de obra, assim, os preços podem chegar a R$ 100. Alguns carros exigem mais trabalho para trocar, por causa da localização do filtro.

No caso de carros sem filtro ou com o sistema de ar-condicionado muito sujo, a higienização comum não será suficiente para manter a qualidade do ar. Nesses casos, é preciso desmontar o painel do carro inteirinho para chegar ao evaporador, que parece um radiador de carro e é o responsável por deixar o ar gelado. Todas as peças têm de ser retiradas e limpas. Depois, tem que montar tudo de novo e conseguir ligar todos os componentes eletrônicos que ficam no painel. Por isso, a mão de obra é tão cara.

O procedimento demora três dias para ser feito e este tipo de serviço custa de R$ 500 a R$ 600. Nos carros com airbag, o valor pode passar de R$ 1 mil.

No Brasil, o primeiro purificador de ar portátil exclusivo para carros foi lançado em novembro pela Philips. O objetivo desse tipo de produto é ajudar pessoas que já têm problemas respiratórios, como asma, e até mesmo prevenir doenças. Chamado de GoPure, ele tem o tamanho de um aparelho de DVD. Ele é equipado com três filtros e pode ser ligado no acendedor de cigarros ou direto na fiação. O aparelho vem com sensor que avisa quando é preciso trocar o filtro. Mas a tecnologia ainda é cara no país. Fabricado em Hong Kong, o aparelho é comercializado aqui por cerca de R$ 600.

Carros de luxo europeus já contam com a nanotecnologia para manter o sistema do ar-condicionado limpo. Fabricantes nacionais de partes plásticas já trabalham com o uso de nanopartículas de prata, que ajudam a esterilizar o ambiente. Agora, elas aguardam o interesse das montadoras para fabricar a solução em larga escala. A indústria nacional já está capacitada. Com essa solução, não seria mais preciso fazer as higienizações periódicas, somente a troca do filtro. Enquanto a tecnologia não chega, a prevenção é a manutenção mais barata para manter o ambiente do carro saudável.
Fonte: Internet

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